sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MEU NOME É BANNER, BRUCE BANNER



Em Universo Marvel 30 e 31 foi publicado o arco: O espião Que Me Esmagava. Que originalmente foi publicado nas edições 626 – 629 da revista The Incredible Hulks.

A premissa estabelecida por Greg Pak é bastante interessante, pois ele faz uma mistura entre os filmes do agente britânico James Bond e a famosa Caixa de Pandora, que aqui é na verdade uma urna.


Junto desses elementos está a preocupação de Bruce Banner com sua ex-esposa que pode ficar presa na forma de Mulher - Hulk Vermelha e o desejo de Tyrannus de finalmente ocupar o seu lugar como imperador (coisa que ele pensa que tem direito).

Embora a premissa seja interessante à execução não é. O que acaba tornando o arco bastante monótono. Isso porque a história é rasa demais. Greg Pak mesmo gostando de trabalhar com o personagem  não consegue acertar a mão e tudo fica muito previsível e cansativo.


Pak elabora diálogos desinteressantes, muitas vezes repetitivos e com algumas tentativas de acrescentar humor, romance, flertes, ofensas, sarcasmo na história, mas infelizmente nada dá muito certo.

Uma questão perpassa todo o arco, o que é mais importante: Salvar Betty que está com os níveis de radiação gama descontrolados ou salvar o mundo dos males da Urna de Pandora que guarda em seu interior esperança, pura, crua, bruta. Que embora pareça ser uma coisa boa não é, isso porque ficou amargurada, sozinha, esquecida na urna, consequentemente  a esperança torna-se nociva.


É obvio que primeiro ele tenta salvar Betty, mas como as coisas tomam um rumo complicado ele precisa salvar o mundo. Tyrannus atira na urna a esperança é liberta e tem uma aparência espectral  e o Hulk engole a referida entidade tornando-se de certa forma a nova caixa de pandora.


Quanto a arte a coisa vai piorando a cada edição. Tom Grummett começa relativamente bem, mas com os prazos apertados a qualidade de seu trabalho vai piorando. A consequência disso é que  seus desenhos vão ficando irregulares.


O espião que me esmagava é um arco que abre as portas para as últimas seis histórias de Greg Pak como escritor do Hulk, mas infelizmente, nem com muito esforço o leitor encontra algo que seja realmente interessante nas edições aqui apresentadas.

4 comentários:

  1. Achei legal o Hulk sugar a esprança para dentro de si! Ótimo texto!

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  2. Eu acho que sim, o Pak curtia o personagem, mas ficou tempo demais a frente da revista e das relacionadas, isso degasta, poucos são os exemplos de virtuoses que conseguem passar tanto tempo a frente de um título sem se degastar. E prazos apertados matam a arte de qualquer um, só Kirby que conseguia dar seu jeitinho e olhe lá.

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  3. Hmmm... a arte tá ruim mesmo. Ferrou!

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  4. Greg Pak foi bom mesmo só no planeta hulk, que na minha opinião foi a melhor personalidade que o hulk já teve e deveria continuar tendo.

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