quarta-feira, 8 de junho de 2016

HULK E ROBINSON CRUSOÉ


Fala Galera! Quero convidá-los por meio do presente texto para um passeio até o passado do Incrível Hulk, mais especificamente para a década de setenta do século passado, me refiro às edições 219 e 220 da mensal do Golias Esmeralda.

Essa semana estive dando uma olhada em histórias antigas do Hulk e me “debrucei” sobre as edições acima citadas, fiquei encantado com o roteiro de Len Wein e Roger Stern e com a arte de Sal Buscema e Ernie Chan.


Com uma equipe criativa desse nível dificilmente a história poderia dar errado, obviamente não deu, a narrativa é agradável demais, faz o leitor redescobrir o porquê de ser fã do Hulk, nada mirabolante é feito, mas é muito bem escrito e no fim é isso que conta.


Na história me deparei com um Hulk amargurado e furioso por perder pessoas que ama, está ele também exausto e acaba adormecendo, com isso ele volta à forma de Banner, o bom doutor arruma trabalho numa embarcação e em dado momento eles são atacados por piratas.


Desse momento em diante a aventura toma uma forma muito interessante, situações ocorrem e o Hulk acaba se deparando com um sujeito que pensa ser Robinson Crusoé, ação não falta desse momento em diante.


Mas, não se trata de ação sem motivo, a história caminha para que isso ocorra, as soluções para os problemas são bem apresentados, a maneira com que as histórias dos personagens se amarram a trama é muito bem retratada e com um final bem abordado.


Quanto à arte, o que dizer de Sal Buscema e Ernie Chan? A arte é de extremo bom gosto, cada quadro, os cenários, as expressões no rosto dos personagens e as cenas de ação foram desenhadas de forma incrível.

Nos dias atuais não estamos lendo boas histórias do Hulk, por isso, às vezes precisamos voltar ao passado para ler gibis que mostram que o Golias Esmeralda é um personagem interessante, com conteúdo bacana e com tramas bem desenvolvidas.


The Incredible Hulk 219 e 220 revelam uma narrativa que mostra culpa, cobiça, remorso, raiva, tentativa de corrigir os erros, uma certa expiação de pecados, o vilão pagando de forma pesada por seus erros e um Hulk cheio de fúria, mas um coração pleno de bondade.

Nota 9,5!

Até a próxima!


7 comentários:

  1. Uma das hqs do hulk pela qual eu tenho uma memória afetiva é aquela em que ele carrega uma ilha. Imaginem o quanto foi impactante aquela cena pra um garoto de 7 anos minha idade na época

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    1. Certas histórias sempre nos marcam e isso é muito bacana.

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  2. Curiosamente estou lendo Robinson Crusoé. Uma edição do Hulk que me marcou é uma da RGE em que ele se depara com uma criatura escura chamada Billy, que era irmão de duas misteriosas crianças. O clima místico e sombrio dessa história me marcou, bem como o desfecho. Tinha arte de Alfredo Alcala.

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    1. A arte de Alfredo Alcala é sensacional

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    2. Concordo quanto à Alcala, realmente era sensacional. Mas apenas corrigindo a informação, os desenhos, assim como o argumento dessa história, foram de JIM STARLING, com roteiro e edição de LEN WEIN... a arte-final, primorosa e fantástica, essa sim, era de Alfredo Alcala.

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  3. Sal Buscema e Ernie Chan? essa dupla fez trabalhos maravilhosos com o personagem Conan! a arte deles é simplismente fantastica! saudade demais dos formatinhos da abril!!

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    1. O Hulk teve fases memoráveis, pena que a Panini despreze o personagem como se ele fosse a raspa do tacho. Infelizmente, com as histórias atuais tão ruins, nem é tão difícil entender por que. Mas a mitologia do personagem é repleta de histórias magníficas e envolventes, como a história citada, com um cara perturbado (mas boa gente) que se acha Robinson Crusoé e desenvolve um vínculo com o Hulk. A cena final dessa história é muito emocionante, tratando, como bem citado na resenha, de uma redenção.
      O lápis de Sal Buscema aliado à lindíssima e detalhada arte-final de Ernie Chan nos proporciona cenas espetaculares e belos deleites artísticos dessa dupla. Para mim, de todos os que finalizaram o lápis de Sal Buscema, Ernie Chan está no topo. E a fase escrita por Len Wein (nessa história já passando o bastão para o então estreante Roger Stern), na minha opinião, foi uma das mais memoráveis e saudosas do Gigante Verde.
      Não sinto nenhuma falta dos formatinhos.... mas sinto falta dessas histórias e da atenção que as editoras davam ao Hulk.

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